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SalllCaio Salim

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Ideia 08 / Proposta aberta

Mandato aberto: CRM público obrigatório para deputados

Quem pede seu voto não pode sumir depois de eleito.

Cada deputado eleito deve oferecer uma plataforma institucional para acompanhar sua atuação, registrar demandas, receber devolutivas e avaliar o atendimento durante todo o mandato.

Uma ideia de Caio Salim
Pesquisa consultada em 14/10/2026
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Representante público atende cidadãos junto de um painel com mensagens, calendário, documentos e registro de respostas.

O que propõe

Um padrão obrigatório de CRM público: protocolos, responsáveis, acompanhamento de demandas e prestação de contas acessível.

Para quem

Todos os cidadãos, independentemente de em quem votaram, com canais presenciais e digitais e sem prova de voto.

Como organizar

Infraestrutura institucional comum, aproveitando plataformas consolidadas e dados oficiais, com portabilidade e separação completa entre atendimento e campanha.

Para transformar em ação

A obrigação proposta é de atendimento e transparência, sem impor uma marca de software. O piloto mede conteúdo das respostas, pendências e continuidade, sem confundir encaminhamento com solução.

Na aba Projeto inteiro estão as referências, a implantação, os responsáveis, os custos de planejamento e os riscos.

Ideia 08 / Projeto inteiro

Mandato aberto: CRM público obrigatório para deputados

Quem pede seu voto não pode sumir depois de eleito.

Depois da eleição, o contato não pode desaparecer.

Proposta independente, ainda sem operação anunciada. Pesquisa consultada em 14/10/2026. Custos e dimensões sugeridos são hipóteses de planejamento, não cotações ou recursos garantidos. Instituições citadas são referências, não parceiras confirmadas.

TÓPICO 01 / 141. Depois da eleição, o contato precisa continuar

O cidadão consegue encontrar um candidato durante a campanha, mas não deveria perder o acesso a ele depois da posse. Cada deputado eleito deveria manter uma plataforma institucional para acompanhar o mandato, receber demandas, registrar devolutivas e tornar sua atuação compreensível.

Chamamos isso de CRM público de mandato: uma gestão organizada da relação com o cidadão. A pessoa não é cliente comercial. O dever proposto é de escuta, atendimento e prestação de contas, com memória que sobreviva à troca de assessores e ao encerramento do mandato.

TÓPICO 02 / 142. Atender a todos, sem perguntar em quem votaram

Quem votou no deputado deve poder acompanhá-lo, assim como quem votou em outra pessoa ou não vota. O art. 14 da Constituição estabelece o voto secreto. O sistema não deve exigir prova de voto nem classificar cidadãos como apoiadores, adversários ou potenciais eleitores.

Criar uma conta deve servir apenas às funções que precisam dela, como consultar um protocolo privado. Informações públicas do mandato devem ser acessíveis sem cadastro. Atendimento presencial ou por telefone deve produzir o mesmo protocolo disponível nos canais digitais.

TÓPICO 03 / 143. O que já existe e qual lacuna a proposta trata

A Câmara dos Deputados oferece canais de participação, e seus Dados Abertos permitem consultar informações sobre atuação parlamentar. A proposta parte dessas bases; não afirma que hoje inexista transparência ou canal de contato.

A lacuna a enfrentar é a continuidade verificável do atendimento em cada gabinete: o que foi recebido, quem analisa, o que pode ser feito, qual resposta houve e como acompanhar depois. Uma mensagem enviada ou um gráfico de atividade não demonstram, sozinhos, que uma demanda teve tratamento.

TÓPICO 04 / 144. Um mínimo obrigatório para cada mandato

FrenteEntrega que o cidadão deveria encontrar
AtuaçãoProjetos, votações, justificativas publicadas e participação em comissões
Recursos públicosLinks e dados oficiais de despesas e destinação de recursos, com contexto
CompromissosO que foi proposto, providências, estágio e evidências disponíveis
AtendimentoProtocolo, assunto, equipe responsável, prazo informado e resposta
EscutaConsultas e feedbacks com regras de moderação e tratamento publicados
Prestação de contasBalanço periódico com pendências, limitações e próximos passos

Informar fonte e data de atualização. Se uma base estiver indisponível ou ainda não trouxer um registro, mostrar esse estado; dado faltante não deve virar ausência, voto contrário ou descumprimento presumido.

TÓPICO 05 / 145. Um pedido precisa de percurso e devolutiva

A pessoa escolhe um assunto, escreve ou recebe apoio para registrar sua demanda e obtém protocolo. O gabinete confirma o recebimento, indica responsável e apresenta o próximo passo. Pedidos repetidos sobre o mesmo tema podem ser agrupados, mantendo cada protocolo e sua resposta.

Estados propostos: recebido, em triagem, em análise, encaminhado, aguardando informação, respondido, encerrado com justificativa e reaberto. Encaminhar não equivale a resolver. A pessoa deve conseguir contestar um encerramento ou informar que a resposta não tratou do pedido.

Como referência de serviço para o piloto, propor confirmação em dois dias úteis e primeira devolutiva substantiva em quinze dias úteis. São metas a aprovar e dimensionar, não prazos legais universais. Atrasos ficam visíveis, com motivo e nova previsão; resposta automática não conta como análise.

TÓPICO 06 / 146. Transparência sem prometer resolver tudo

Deputado legisla, fiscaliza e exerce atribuições parlamentares; não decide pessoalmente toda fila de saúde, benefício, obra ou processo. O CRM deve explicar a competência e indicar o destinatário correto, registrando o encaminhamento quando autorizado.

Pedidos de acesso a informação seguem também a Lei de Acesso à Informação e o canal institucional competente, com seus prazos e recursos. O gabinete não pode reclassificar um pedido formal para eliminar esse direito.

Uma resposta negativa fundamentada pode ser atendimento adequado. Prometer uma solução fora da competência para melhorar um indicador não é. O painel deve separar capacidade de responder, capacidade de encaminhar e entrega efetivamente comprovada.

TÓPICO 07 / 147. Usar as principais plataformas, com um padrão comum

A solução pode aproveitar plataformas consolidadas de CRM e atendimento, como Salesforce, Microsoft Dynamics 365 ou HubSpot, além de soluções públicas ou livres que atendam aos requisitos. São exemplos de categorias e fornecedores a avaliar; não representam contratação, parceria ou recomendação de compra de uma licença específica.

O caminho proposto é a Casa Legislativa contratar ou disponibilizar uma infraestrutura comum, com espaço de cada mandato, integrações e requisitos de segurança. Evitar que cada gabinete compre uma ilha de dados incompatível. Ferramenta já usada só deve ser aproveitada se puder cumprir o padrão institucional.

Exigir acessibilidade, exportação em formato aberto, API quando aplicável, histórico auditável, transferência segura e plano de saída. Chat, e-mail e aplicativos de mensagens podem alimentar o protocolo, sem exigir que o cidadão tenha conta em uma rede social privada. Não presumir integração oficial antes de confirmar disponibilidade e condições de uso.

TÓPICO 08 / 148. Dado do atendimento não é lista de campanha

Separar as bases institucionais das eleitorais. Não usar contatos, demandas sociais ou documentos enviados ao gabinete para propaganda, captação de apoio ou publicidade segmentada. O tratamento deve observar a LGPD, com finalidade, base legal, controles, retenção e responsáveis definidos pela instituição.

O cidadão acompanha seu caso em área protegida. O público vê estatísticas agregadas, temas e providências divulgáveis. Pedidos sobre saúde, violência ou vulnerabilidade não devem virar relatos pessoais abertos. Solicitar apenas o necessário e oferecer canal de correção e exercício de direitos.

Contratos com fornecedores precisam disciplinar acesso, incidentes, subcontratação, portabilidade e devolução de dados. Perfis de acesso e desligamento de assessores são parte da rotina, não uma tarefa para o fim do mandato.

TÓPICO 09 / 149. Prestação de contas que dá para entender

Apresentar uma página simples com o que mudou no mês: decisões, votos relevantes, compromissos, atendimentos e pendências. Ligar cada informação aos registros originais e permitir baixar os dados públicos. Explicações políticas podem aparecer como posição declarada do parlamentar, distintas do registro factual.

Para cada compromisso, indicar data, escopo, dependências e evidências. Estados como em elaboração, protocolado, em tramitação, aprovado e executado não são sinônimos. Quando a realização depender de outro órgão ou de decisão coletiva, mostrar essa participação sem atribuir ao deputado uma entrega exclusiva.

Não criar uma nota única de bom parlamentar baseada em volume de projetos ou respostas. Indicadores ajudam a fazer perguntas; não substituem análise de mérito nem decisão do eleitor.

TÓPICO 10 / 1410. Feedback que recebe tratamento

Permitir avaliar clareza da resposta, facilidade de contato e utilidade do encaminhamento, com opção de relatar um problema. Convites de avaliação devem ter a mesma regra para atendimentos positivos e negativos. Divulgar quantas pessoas responderam, além da proporção de avaliações.

Consultas públicas são formas de escuta, não pesquisas automaticamente representativas da população. Explicar quem participou, como houve divulgação e quais contribuições entraram na decisão. Discordância política não é motivo para excluir uma avaliação. Moderação de ameaça, exposição de dados ou spam segue critérios públicos e possibilidade de revisão.

TÓPICO 11 / 1411. Como a obrigação poderia ser criada

Começar por deputados federais e estaduais, com desenho normativo em cada Casa, respeitando competências, regras de contratação e deveres já existentes. Vereadores e senadores podem ser uma etapa posterior. A forma jurídica adequada e eventuais mudanças legais precisam de análise antes da imposição.

Definir requisitos mínimos, responsáveis, auditoria e consequências proporcionais para descumprimento. Não prometer perda automática de mandato por não responder uma mensagem: sanções dependem de fundamento, competência e devido processo. O sistema de atendimento não substitui os demais mecanismos de fiscalização.

Ao final do mandato, preservar os registros públicos e tratar os casos abertos segundo o plano institucional. Informar mudança de responsável e novas opções ao cidadão. A base não deve sair da instituição como patrimônio pessoal do político.

TÓPICO 12 / 1412. Piloto, equipe e custo

Propor um piloto voluntário com cinco gabinetes de diferentes perfis e posições políticas durante seis meses, antes da regra geral. Oferecer o mesmo padrão e comparar capacidade, acessibilidade e qualidade das respostas. Nenhum gabinete está anunciado como participante nesta publicação.

Centro gerencial: MANDATO-ABERTO / Casa / período. Prever configuração e integração, licenças quando necessárias, segurança, treinamento, suporte, atendimento, auditoria e manutenção. Reaproveitar infraestrutura não elimina horas de equipe. Orçamento depende do número de usuários, volume, contratos e estrutura disponíveis; não há cotação ou despesa autorizada aqui.

TÓPICO 13 / 1413. Como saber se valeu a pena

Medir confirmação de recebimento, tempo até primeira análise, demandas sem resposta, encerramentos contestados, reaberturas e satisfação com cobertura informada. Verificar também atualização dos registros, acessibilidade, incidentes de dados e uso de canais presenciais.

Auditar uma amostra do conteúdo das respostas. Uma equipe pode reduzir o tempo médio encerrando pedidos cedo demais; por isso tempo e qualidade precisam aparecer juntos. Publicar limitações e melhorias do piloto, não somente os melhores números.

TÓPICO 14 / 1414. Conexões e uso livre

A Teia de Ideias organiza demandas coletivas; o Mandato Aberto organiza a obrigação de recebê-las, analisá-las e devolver uma posição. As duas propostas podem se conectar por protocolos, preservando dados de estudantes e de atendimentos particulares.

Copie, compartilhe, adapte e realize sem pedir autorização ou dar crédito. A proposta vale para qualquer posição política: depois de eleito, o representante continua tendo cidadãos a ouvir e um mandato a explicar.